“Eu te constituí como luz das nações para levares a salvação até os confins da terra” (At 13,47)
“Eu te constituí como luz das nações para levares a salvação até os confins da terra” (At 13,47)

Dom Aníger Francisco de Maria Melillo - 2º Bispo Diocesano

27 de junho de 1911 – nasceu em Campinas filho de Vicente Melillo e Regina Morato Melillo. 

31 de dezembro de 1933 – ordenado sacerdote, em Campinas

29 de maio de 1960 – nomeado bispo de Piracicaba por João XXIII 

29 de junho de 1960 – ordenado bispo, em Campinas, por Dom Rui Serra, bispo de São Carlos 

15 de agosto de 1960 – posse canônica em Piracicaba 

1962 - 1965 – participou em Roma do Concílio Vaticano II

28 de fevereiro de 1980 – encerrou seu governo frente à Diocese de Piracicaba, mas continuou como seu bispo titular

11 de janeiro de 1984 – sua renúncia foi aceita pelo Papa João Paulo II

17 de abril de 1985 – faleceu em São Paulo

Com a renúncia de Dom Ernesto de Paula, o Santo Padre João XXIII nomeou, para sucedê-lo na sede de Piracicaba, o então Cônego Aníger Francisco de Maria Melillo, pároco em Iracemápolis, da Arquidiocese de  Campinas.  Sua  nomeação  deu-se  no  dia  29 de maio de 1960. Na festa da Assunção de Nossa Senhora – 15 de agosto –assumiu o governo da diocese.

Dom Aníger já havia trabalhado em Piracicaba, nos primeiros anos de sacerdócio (de 1937 a 1940), como coadjutor do Monsenhor Manoel Francisco Rosa na Matriz de Santo Antônio (hoje catedral). Participou do Congresso Eucarístico, no qual a diocese foi instalada, em 1944.

Tendo como lema episcopal “Omnes unum sint” (Que todos sejam um), na Diocese de Piracicaba exerceu todo o seu tempo de ministério episcopal, de 1960 a 1984. Governou efetivamente a diocese até 28 de fevereiro de 1980, quando assumiu Dom Eduardo Koaik como Bispo Coadjutor e Administrador Apostólico “Sede Plena”, mas continuou como bispo titular até 11 de janeiro de 1984, quando sua renúncia foi aceita pelo Papa João Paulo II, tornando-se bispo emérito.

Ministério episcopal

Ao iniciar seu ministério na diocese, visitou todas as paróquias, reconhecendo o trabalho de seu antecessor e tomando ciência das dificuldades e necessidades.

Participou do Concílio Vaticano II (1962-1965) e imprimiu  na diocese a renovação proposta por esse concílio. Dinamizou o trabalho pastoral diocesano na linha do Plano de Emergência da CNBB. 

No dia 9 de maio de 1967, constituiu o primeiro Conselho Diocesano de Presbíteros, com as finalidades a ele atribuídas pelo Concílio Vaticano II. Dentro do espírito de renovação que a Igreja vivia e com o objetivo de um melhor trabalho pastoral, em dezembro do mesmo ano, dividiu a diocese em três regiões pastorais: Piracicaba, Rio Claro e Capivari. Criou doze paróquias e ordenou catorze padres diocesanos, entre eles, o futuro bispo Dom Mauro Morelli. 

Uma das preocupações de Dom Aníger foi com a organização da Pastoral Familiar e para tanto incentivou a implantação, na diocese, do Movimento Familiar Cristão. Estimulou os movimentos leigos, notadamente os Focolares e os Cursilhos de Cristandade, que mais tarde, desdobra-se para atender as necessidades específicas do casal, nascendo o Recolores. Ficou conhecido como o “Defensor da família”, pela sua luta intransigente contra a legalização do divórcio.

OUTRAS REALIZAÇÕES - Criou a Faculdade de Serviço Social, o Colégio Comercial “Imaculada Conceição” e o Cemitério Parque da Ressurreição. Reformou e ampliou as instalações da casa de campo dos seminaristas, no Bairro Nova Suíça, transformando-a no novo seminário diocesano que, no final de 1966, encerrou suas atividades, passando o prédio a abrigar o Centro Diocesano de Formação e hoje também o Seminário Propedêutico “Imaculada Conceição”. Deixou vários imóveis pessoais para o patrimônio da diocese.

Durante o período da ditadura militar, em 1966, marchou à frente das forças vivas na defesa dos princípios democráticos, em Piracicaba e Rio Claro. Abriu as portas da Catedral para abrigar reunião de estudantes da Escola de Agronomia e os acompanhou em passeata, defendendo a democracia, evitando confronto com os policiais.

ORDENAÇÃO DO PAI - Teve a alegria de poder ordenar padre, a pedido do Cardeal Dom Agnelo Rossi, seu próprio pai, o Dr. Vicente Melillo, viúvo e com 83 anos, em 15 de agosto de 1966. 

Outros dados biográficos

Dom Aníger nasceu em Campinas em  27 de junho de 1911,  filho de Vicente Melillo e Regina Morato Melillo. Estudou no colégio São Luís, em São Paulo. Ao completar 13 anos,  ingressou no Seminário Diocesano de Campinas. Já seminarista, foi convocado para o serviço militar. Cursou Filosofia e Teologia no Seminário Central do Ipiranga, em São Paulo.

Foi ordenado sacerdote em 31 de dezembro de 1933. Um mês depois foi nomeado para a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, de Campinas, como coadjutor do Cônego Francisco Amaral (que depois foi eleito bispo de Lorena e de Taubaté). De 1937 a 1940, foi coadjutor de Mons. Rosa na Matriz de Santo Antônio, em Piracicaba.

Depois exerceu, em Campinas, os ofícios de pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo e reitor do Seminário Diocesano. Foi nomeado cônego do Cabido Diocesano.

Em 1955, foi nomeado pároco de Iracemápolis, onde celebrou seus 25 anos de sacerdote, em 1958. Era pároco na cidade quando foi nomeado bispo de Piracicaba em 29 de maio de 1960.

Depois de passar o governo da diocese a Dom Eduardo Koaik,  mudou-se para a capital paulista, residindo com a família, o que lhe permitiu cuidar melhor de sua saúde. Sempre que podia auxiliava na Catedral da Sé, sobretudo atendendo confissões.

Quando decidiu pedir a renúncia de bispo diocesano, Dom Eduardo aconselhou-o  a que esperasse um tempo, para poder celebrar antes seus 50 anos de sacerdócio.

Faleceu em 17 de abril de 1.985, no Instituto do Coração, em São Paulo, aos 74 anos de idade. Foi velado em Piracicaba, na Catedral de Santo Antônio, em cuja cripta se encontra sepultado.

Na cidade de Piracicaba, Dom Aníger é patrono de uma escola no bairro Bosque dos Lenheiros e nome de uma rua no bairro Jardim Ipanema.

JUBILEU SACERDOTAL - Em 1983 celebrou seu Jubileu de Ouro Sacerdotal. A diocese havia lhe preparado e vinha desenvolvendo um programa de festividades durante o segundo semestre daquele ano. Mas, a partir do mês de novembro, foram interrompidos  os atos comemorativos face à grave doença de que Dom Aníger fora acometido. Como ele não pôde estar na Catedral no dia 31 de dezembro, data de seu Jubileu, Dom Eduardo esteve em sua casa, para celebrar, junto com os familiares, a Eucaristia dos seus 50 anos de padre.

DIGNO MINISTRO - Por ocasião do jubileu, Dom Aníger recebeu  uma amável carta do Papa João Paulo II, saudando-o pelos 50 anos de ministério sacerdotal, que assim se inicia: “Unindo esta nossa fraternal felicitação à alegria da celebração  de toda a comunidade católica de Piracicaba, desejamos, venerável irmão, enviar-te esta carta, para que, não só recebas uma prova concreta de nossa estima para contigo, mas também o testemunho de nossa grande admiração pelas tuas obras durante o longo currículo de tua sagrada missão.“

Em outro trecho da mensagem, o papa diz que “em verdade, ficamos satisfeitos conhecendo a tua dedicação verdadeiramente apostólica e também o total empenho nos teus deveres; sabemos, assim, que és verdadeiro filho da Igreja e digno ministro de Cristo.”

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