“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura” Mc 16,15

Padre João Bortoloci: coração missionário

“Fazer do mundo uma só família”. Esta frase do fundador da Congregação dos Missionários Xaverianos, São Guido Maria Conforti, resume o coração missionário do paranaense padre João Bortoloci Filho.

Pároco da Paróquia Imaculado Coração de Maria de Piracicaba, o religioso afirma que encontrou sua vocação na Eucaristia e viveu sua fé em Jesus Cristo com maior intensidade no período em que trabalhou nas missões pela congregação em Moçambique, na África.

Em entrevista para o “Em Foco”, padre João fala do seu amor ao Evangelho de Jesus Cristo e sua missão.

Em Foco - Quem é padre João? Como o senhor se define?
Padre João - Sou um apaixonado pela vida, pela natureza, pela humanidade, por Cristo e pela missão para que todos os povos possam conhecer e viver com prazer o projeto do Reino de Deus.

Quando sentiu o chamando vocacional para servir à Igreja de Cristo?
Minha vocação tem sua origem na Eucaristia. Desde coroinha, durante a consagração, na Santa Missa, muitas vezes sentia alguém me falando: “um dia você vai fazer isto”. Porém, somente aos 20 anos tomei minha decisão de entrar no seminário, e na minha primeira missa chorei muito ao terminar a consagração e ser tocado pela voz: “você fez”. Santa Eucaristia, força do meu caminho!

Por que decidiu ser um religioso da Congregação dos Missionários Xaverianos?
Trabalhei por três anos na Pastoral da Juventude de minha paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, na Arquidiocese de Londrina (PR). O assessor diocesano era um Missionário Xaveriano. O seu testemunho missionário e sua alegria de consagrado muito me cativou. Tomando consciência do carisma missionário da Congregação e também do meu desejo de retribuir ao povo africano o quanto eles fizeram pelo nosso Brasil fiz a minha opção de doar a minha vida pela causa da evangelização por meio desta congregação missionária.

Como foi seu percurso de formação até à ordenação presbiteral?
Entrei diretamente na etapa do Noviciado, na cidade de Centenário do Sul (PR). Depois dos primeiros votos fiz um ano de assistência no nosso seminário menor na cidade de Jaguapitã (PR). No período de 1997 a 1979 cursei a Faculdade de Filosofia e, de 1980 a 1983, o curso de Teologia, ambos na PUC (Pontifícia Universidade Católica) em Curitiba (PR). Fui ordenado diácono no dia 23 de março de 1983 na paróquia Nossa Senhora da Luz, em Pinhais, e presbítero em 15 de outubro de 1983, em Londrina (PR). Creio que Deus não podia ter sido melhor para comigo, pois foi um tempo de Kairós, isto é, de misericórdia e graça.

Quais foram as paróquias e cidades que o sr. já exerceu o ministério sacerdotal como religioso?
Iniciei a minha missão sacerdotal em 1984, aqui em Piracicaba, na então recém-criada Paróquia São Francisco Xavier, no Jardim Itapuã, junto com o padre Vicente Tonetto (pe. Vicentão). Ao mesmo tempo fui coordenador da Pastoral Vocacional de minha congregação e assessor da Pastoral de Juventude da Diocese de Piracicaba. Em 1990 fiz um curso de espiritualidade missionária em Roma e depois fui vice-reitor de Teologia pela congregação em São Paulo. Em 1992, voltei à Piracicaba, como reitor do nosso seminário de vocações adultas e vigário paroquial na Paróquia Imaculado Coração de Maria. Em 1998 fui enviado a Moçambique com mais três padres Xaverianos para abrir uma missão naquele país. Lá permaneci por 10 anos, sendo o delegado da missão e diretor espiritual do seminário diocesano, na cidade de Beira. Em 2008 voltei ao Brasil e fui vice-mestre no noviciado em Hortolândia (SP). Já em 2011 fui enviado à Curitiba como reitor do Seminário de Filosofia. Voltei à Piracicaba em 2015 para tratar de minha saúde e colaborei como vigário paroquial, novamente, na Paróquia Imaculado Coração de Maria. Com a morte do padre Humberto Aviña passei a ser o Administrador Paroquial e, em seguida, fui empossado como pároco, onde estou até hoje.

O sr. ficou por dez anos como missionário em Moçambique? Resumidamente, fale-nos dessa experiência missionária?
Ser missionário foi sempre o meu sonho. Abrir uma missão em Moçambique foi um grande desafio missionário. Nunca estive tão perto de Deus como nos dez anos em que fui presenteado por Ele com esta missão. Foi um renascer e um renovar o meu sacerdócio e a minha consagração a Deus. Vibrei com o Papa Francisco quando disse: “precisamos ser uma Igreja pobre a serviço dos mais pobres”. Não me canso de louvar a Deus por esta experiência. Quanta bondade, acolhimento, alegria, fé, espírito de serviço, gratidão, esperança, amor...quanta graça, Senhor! “Somente a sua graça me basta e mais nada”.

Qual o carisma da congregação?
O nosso carisma é essencialmente missionário: “anunciar a Boa Notícia do Reino de Deus aos não-cristãos e onde ele ainda não é reconhecido”.

Há quase dois meses um ciclone deixou milhares de moçambicanos sem casa e em situação de calamidade. Os Xaverianos estão fazendo uma campanha para ajudar as missões daquele país. Como as pessoas podem ajudar?
Moçambique clama a Deus e por você: você poderá fazer a sua doação em uma das duas opções: o escritório paroquial ou depositar sua ajuda na conta do Banco Itaú, Agência 0054 Conta Corrente: 05444-0.

Com qual versículo bíblico o sr. mais se identifica?
São dois versículos, um vindo da boca de Jesus: “Não se pode servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24), e o outro vindo da boca de Maria: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5).

Para finalizar, estamos vivendo o período Pascal, qual a sua mensagem para os leitores do “Em Foco”?
Meu irmão e minha irmã, volte sempre o seu “Foco” para Jesus Ressuscitado e acolha em seu coração o grande mandato que Ele nos deixou: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura”! (Mc 16,15). Viva sempre a sua fé com alegria! 

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