“Eu te constituí como luz das nações para levares a salvação até os confins da terra” (At 13,47)
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O mistério celebrado no tempo do Advento

Publicado em 2 de dezembro de 2019 - 17:40:48

O tempo do Advento se insere no Ciclo do Natal. Neste ciclo, fazemos memória da manifestação do Senhor Jesus em sua encarnação e em nossa história atual, enquanto aguardamos a sua nova vinda. O Ciclo do Natal engloba o Tempo do Advento, as Festas do Natal e o Tempo do Natal. Mas, o que realmente significa “Advento”? O que celebramos neste tempo?

A palavra “Advento”, tirada do vocabulário pagão, significa “chegada” ou “vinda”. O culto cristão é sempre celebração da vinda do Senhor. Entretanto, antes de celebrar o nascimento de Jesus Cristo no mistério do Natal, somos especialmente convidados a proclamar que o Senhor vem, e a nos preparar para a sua vinda.

Ao longo do tempo, o Advento foi sendo assumido como preparação para o nascimento do Senhor (o Senhor veio!), mas também, sobretudo, de preparação para este evento (o Senhor vem!) e espera da segunda vinda de Cristo (o Senhor virá!). O Tempo do Advento começa à noitinha do Sábado, véspera do 1o Domingo, e vai até a véspera do Natal do Senhor. São quatro semanas de advento, tempo de piedosa e alegre espera para assumir em nosso íntimo o grito do povo que sofre, para celebrar a vinda de Deus em todas as nossas esperas e para preparar-nos para as festas do natal. É, sobretudo, “um tempo de devota e jubilosa espera” (NALC, n. 39), de vigilância (Mt 25,1-13) e espera de libertação (Rm 8,18-23).

Nas primeiras semanas do advento, vigilantes, esperamos a vinda gloriosa do Salvador, Jesus Cristo. Nos dias 17 a 24 de dezembro, lembramos a espera dos profetas e da Virgem Maria, preparando-nos mais diretamente o Natal de Jesus. Por isso, o tempo do Advento não pode ser resumido, simplesmente, a um tempo de preparação para a festa do Natal.

O advento celebra o mistério da segunda vinda e da primeira: “revestido da nossa fragilidade, ele veio a primeira vez para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação. Revestido de sua glória, ele virá uma segunda vez, para conceder-nos em plenitude os bens prometidos que hoje, vigilantes, esperamos” (Prefácio do Advento I).

O advento tem sua inspiração na espera da vinda do Reino, e a nossa atitude básica é acender e renovar em nós este desejo e este ânimo. O advento é, portanto, tempo de vigilância, de espera alegre e esperançosa. É tempo de rever nossos projetos (individual, social e comunitário) à luz do Reino e, nos unir e identificar com Maria na espera da vinda de seu Filho.

“Atualmente, muitas comunidades eclesiais, influenciadas pela onda consumista por ocasião das festas natalinas e de final de ano, estão assumindo o costume de enfeitar suas igrejas já bem antes de o Natal chegar. Em pleno tempo de Advento, que é um ‘tempo de piedosa e alegre expectativa’, já ornamentam suas igrejas com flores, pisca-piscas, árvores de Natal e outros motivos natalinos, como se já fosse Natal. Posso dar uma sugestão? Não sejam tão apressados. Não entrem na onda dos símbolos consumistas da nossa sociedade. Deixem o Advento ser Advento e o Natal ser Natal! Enfeites natalinos dentro da igreja, só quando o Natal chegar! Então, a festa com certeza será melhor. Sobretudo, se houver na comunidade uma boa preparação espiritual” (Frei José Ariovaldo da Silva, Revista Mundo e Missão, dez/2004).

Pe. Kleber F. Danelon
Mestre em Liturgia pela PUSC, em Roma,
e Coordenador Diocesano de Pastoral

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