“Eu te constituí como luz das nações para levares a salvação até os confins da terra” (At 13,47)
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Dízimo, expressão de fé e amor

Publicado em 2 de agosto de 2019 - 16:27:08

Deus nos ama com amor eterno e, por isso, colocou a semente da fé no mais profundo do nosso ser, para que nosso coração esteja sempre voltado para Ele. O Catecismo da Igreja nos ensina que “o homem foi feito para viver em comunhão com Deus, em quem encontra a sua felicidade” (nº 45). Santo Agostinho, em sua obra Confissões, faz esta belíssima oração: “Quando eu estiver todo em Ti, não mais haverá tristeza nem angústia; inteiramente repleta de Ti, a minha vida será vida plena” (Confissões X,28,39: CCL 27,175 (PL 32,795). Somente Deus pode dar sentido à nossa existência humana. A fé é um dom de Deus, é o tesouro mais precioso que podemos deixar para nossos filhos e netos. Há momentos na vida que o dinheiro, os bens materiais ou os altos diplomas nada resolvem. Somente a fé pode nos dar respostas.

Existem muitas formas de acreditar em Deus e cada religião tem seu modo. Nossa fé é católica e apostólica, ou seja, centrada na pessoa de Jesus Cristo, o qual nos revelou que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo, e no testemunho dos apóstolos, que nos transmitiram a fé em Jesus ressuscitado. Esta fé que professamos é fé da Igreja ,que se perpetua ao longo dos séculos, que chamamos de Traditio (Sagrada Tradição), que é tudo aquilo que o Magistério da Igreja (Colégio dos Bispos) nos apresenta como verdades de fé. A Igreja é depositária desta fé (depositum fidei). Portanto, se quisermos conhecer os ensinamentos de Jesus Cristo, o caminho é ouvir o que nos diz a Santa Mãe Igreja, assistida permanentemente pela ação do Espírito Santo.

Se a fé é o maior tesouro que recebemos e que devemos deixar para nossos filhos e netos, devemos estar conscientes de que todos nós, cristãos batizados, somos responsáveis pela sustentação e manutenção da Igreja, devendo cada um contribuir, à medida de suas possibilidades, com o dízimo, em sua comunidade paroquial. Esta medida deve ser seu bolso e coração, pois tem gente com bolso pequeno e coração grande e gente com bolso grande e coração pequeno. São Paulo afirma que “cada um dê conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois ‘Deus ama a quem dá com alegria’” (2Cor 9,7).

Em todas as comunidades paroquiais de nossa diocese temos a Pastoral do Dízimo e muito se fala sobre a importância de ser dizimista. Então, não posso dizer que sou católico, se não estou comprometido com minha fé. Devemos ser dizimistas conscientes e fiéis, comprometidos com nossa Igreja. Eu amo a minha Igreja e por isso sou dizimista. O Dízimo é meu reconhecimento ao Deus que dá a vida e a mantém. É louvor, é comunhão com Deus e participação na vida da comunidade. É um meio de evangelização, proporcionando à comunidade paroquial planejar, organizar e coordenar todas as suas atividades paroquiais.

Devemos ser gratos a Deus pelo que somos e temos. Não posso condicionar meu dízimo ao padre ou a outra situação. Eu o faço por amor a Deus e à minha Igreja que está presente no mundo inteiro. O ato de ser dizimista exige a fé e o amor.

Pe. Sebastião Luiz de Souza
Ecônomo e Moderador da Cúria Diocesana

 

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