“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura” Mc 16,15

A alegria e a honra de ser pai

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz 09/08/2019  |  15:33:12

Uma das mais grandiosas alegrias que uma pessoa pode vivenciar é a de ser pai. Acompanhar a origem da vida de um filho e ensiná-lo a caminhar erguido fisicamente e espiritualmente. Estamos a celebrar os 25 anos da Campanha da Fraternidade, de 1994, com o lema: “A família como vai?” Ante uma das perguntas que fazíamos, logo de cumprimentar uma pessoa, era perguntar pela família.

Hoje, já temos certa prudência ao fazê-la para não avivar feridas ou dramas existentes no núcleo familiar. Por outra parte, quando alguém, espontaneamente, nos comunica o bem estar da família ou a felicidade do lar, podemos pensar, sem temor a errar, que na maioria das vezes a chave desse convívio bem sucedido tem a presença de um pai, que assume plenamente a sua liderança e vocação.

A ausência, ou opacidade, da figura paterna, tem feito muito mal à estrutura familiar e teve certamente seu impacto negativo no esboroamento social. Um pai, só com a sua referência, trabalho e olhar, ajuda ao filho (a) ter uma orientação e sentido e, fundamentalmente, ter coordenadas e conhecer alguém digno de admiração e reverência.

Quando o filósofo dinamarquês Kierkegaard, foi inquirido por que acreditava em Deus, se limitou a dizer: “Porque meu pai me ensinou”. Quando houve um terremoto na Turquia e uma escola foi soterrada, depois que tinham desistido de fazer buscas, um pai, esperançoso, vencendo o pessimismo e as vozes de desalento, continuava a escavar, determinado, dizendo: “vocês podem me ajudar?”

Depois de horas a fio, sem descansar um momento, chegaram a uma sala onde estavam vivas 30 crianças. Quando se aproximaram, ouviu a voz do filho a dizer aos coleguinhas: “eu não disse que meu pai viria salvar-nos!”. Palavras como dever, responsabilidade e doação sem limites, cabem bem no coração de um pai que, quando conta ainda com a graça de Deus, se torna inesquecível, um testemunho contagioso e formativo para toda a vida. Pelo direito e dever das crianças a honrar e reconhecer, com gratidão, a graça de se ter um pai e intercedendo por todos eles pela sua insubstituível missão, Deus seja louvado!

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos 

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