“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura” Mc 16,15

“E o nome da virgem era Maria” (Lc 1,27): a devoção mariana na história de Roma

Pe. Paulo Sérgio Carlos 13/08/2019  |  14:29:43

O mês de maio é marcado pela comemoração do dia das mães. Pelo amor e devoção que temos a Virgem Maria, mãe de Deus, dedicamo-nos também à prática da oração do Rosário, além de homenagens como a Coroação de Nossa Senhora.

Percorrendo algumas ruas dos bairros mais antigos de Roma, percebemos essa devoção através de imagens, quadros, ícones da Virgem Maria fixados nos prédios e casas. Sabe-se que a devoção mariana é uma prática antiga, já presente nos primeiros séculos do cristianismo. A oração Sub Tuum Præsídium (sob a vossa proteção) é do 3º século: “Debaixo de vossa proteção nos refugiamos ó santa mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades mas livrai-nos sempre de todos os perigos ó virgem gloriosa e bendita”. Outro marco dessa devoção é a da festa da “Dormição” de Maria que recorda sua elevação aos céus de corpo e alma; a mesma já era celebrada no 5º século, logo após a proclamação do dogma da Maternidade Divina (Maria é mãe de Deus), ocorrida no Concílio de Éfeso em 431.

Ainda no século V foi construída em Roma a Basílica de Santa Maria Maior, a primeira Igreja cristã do Ocidente dedicada a Nossa Senhora. Nessa Igreja se encontra um ícone de Nossa Senhora que, segundo a tradição, foi pintado pelo próprio São Lucas e é venerado com o título de “Nossa Senhora Salus Populi Romani” (salvação do povo romano). Segundo se conta, a Virgem teria aparecido a um rico casal e, ao mesmo tempo, ao papa Libério, pedindo-lhes que fosse construída a Basílica em sua honra. Na manhã do dia seguinte, 05 de agosto, foi-lhes dado um sinal indicando onde se deveria construir essa grande igreja: o monte Esquilino que, em pleno verão, apareceu cheio de neve. Daí também o título de Nossa Senhora das Neves. Quanto a questão de ser intitulada “salvadora dos romanos”, relata-se que o papa Gregório Magno realizou no ano de 590 uma procissão pela cidade de Roma tendo à frente o ícone da Virgem. O objetivo era implorar o auxílio da Virgem Maria diante de uma terrível peste que assolava a região levando muitos a morte. Pouco tempo depois a peste cessou.

Outro local de peregrinação e devoção mariana na Itália desde o século XIV é o Santuário da Santa Casa de Loreto. Segundo a tradição, o santuário abriga a casa onde morou a Virgem Maria quando vivia em Nazaré. A mesma teria sido transportada por “anjos” ou, segundo outros, pelos cruzados que voltaram da Terra Santa. Para que não houvesse profanação por parte dos muçulmanos que novamente dominaram a região, em 1291 os cristãos que ali estavam resolveram desmontar a casa, transportá-la e reconstruí-la na Itália. Estudos revelam indícios de que as pedras da casa de Loreto realmente se assemelham muito com as que são encontradas em Nazaré.

Ainda em relação à Virgem Maria, ela recebeu uma grande homenagem do papa Paulo VI quando, em 21 de novembro de 1964, por ocasião do encerramento da 3ª sessão do Concílio Vaticano II, intitulou-a “Mater Ecclesiæ” (Maria Mãe da Igreja). Em 2018 o papa Francisco confirmou esse título, acrescentando essa festa no calendário litúrgico, a ser celebrada na 2ª feira depois de Pentecostes de cada ano.

Pe. Paulo Sérgio Carlos
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