“Eu te constituí como luz das nações para levares a salvação até os confins da terra” (At 13,47)
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Dízimo: compromisso com a Comunidade

Publicado em 25 de outubro de 2019 - 17:07:19

No artigo do mês anterior desenvolvemos o argumento de que “nós, católicos, seguimos a teologia da gratuidade”: se temos algo foi porque Deus nos deu pela sua bondade infinita, pois Deus ama a todos igualmente e faz chover sobre bons e maus. Assim, quando partilhamos o nosso dízimo, não estamos cumprindo uma obrigação, muito menos negociando com Deus, pelo contrário, estamos fazendo um ato de gratidão e de amor a Deus. Não condiciono o ato de ser dizimista por uma ou outa coisa! Eu o faço porque amo a Deus e a minha Igreja.

Importante reafirmar que se faz necessário eliminarmos toda e qualquer ideia da “teologia da prosperidade”, na qual alguns oferecem para receberem mais. Se alimentamos este tipo de mentalidade, estamos nos desviando da essência do dízimo. Não nos esqueçamos de que o dízimo é um ato de fé, gratidão e amor a Deus e à sua Igreja.

O Dízimo e as coletas são as duas formas mais significativas e fundamentais para a manutenção da vida eclesial das comunidades. O dízimo, além de manifestação do sentimento religioso, é expressão de gratidão a Deus pelos dons recebidos, de solidariedade para com os pobres, de colaboração com a ação evangelizadora da Igreja e de sobriedade no uso dos bens da criação. É diferente da oferta realizada nas celebrações. A coleta tem sentido litúrgico de participação nas oferendas do altar. Isto vale também para as coletas especiais, determinadas pela CNBB, pela Santa Sé e para coletas emergenciais, em favor de pessoas necessitadas. As ofertas feitas nas coletas são de caráter espontâneo e esporádico, enquanto que o Dízimo é de caráter regular. Daí a importância de ser uma contribuição sistemática.

Em todas as comunidades existem, ainda, aqueles que insistem com a ideia de que fazem a doação nas ofertas, porque não querem se identificar. Se a pessoa não quer se identificar, com a exigência de ficar no anonimato, isto é doação, não é dízimo. É preciso saber diferenciar uma coisa da outra. Para ser dízimo tem que ter habitualidade, é necessária a estabilidade. Quando eu assumo este compromisso,“estou dizendo que a comunidade pode contar comigo”.

Em princípio, o dízimo deve ser oferecido cada vez que se recebe algo: o salário, uma doação ou o resultado de uma venda importante. De modo geral e prático, podemos dizer que a oferta do dízimo deve ser mensal. Assim como você recebe seu salário todo mês, também, mensalmente, deveria fazer sua oferta do dízimo. Por isso, é necessário educar-se para fazer, mensalmente, a oferta do dízimo.Se o cristão católico, que recebe mensalmente o seu salário, não se educar para o dízimo mensal, ele irá dar, uma ou outra vez, aquilo que vai sobrar. E isto não é dízimo, mesmo que fosse uma grande quantia. Se ele desse mensalmente apenas 1%, mas com alegria e consciência, seria melhor.

Sendo uma contribuição regular e periódica, proporcional ao ganho de cada dizimista, o dízimo deve ser entregue na comunidade, com a mesma regularidade com que acontece o recebimento de seus ganhos. A contribuição mensal de cada dizimista favorece também a organização da Pastoral do Dízimo na comunidade, na paróquia e na diocese. Sabendo quanto arrecada mensalmente de dízimo, a Igreja pode fazer seus orçamentos, previsões e, também, prestar contas regulares ao povo.

Pe. Sebastião Luiz de Souza
Ecônomo e Moderador da Cúria Diocesana 

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