“Eu te constituí como luz das nações para levares a salvação até os confins da terra” (At 13,47)
“Eu te constituí como luz das nações para levares a salvação até os confins da terra” (At 13,47)
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Somos destinados à vida eterna

Publicado em 31 de outubro de 2019 - 15:31:08

Faz parte de nossa tradição católica comemorar, anualmente, em 2 de novembro, o dia de finados, recordando nossos irmãos que já voltaram para a casa do Pai e rezando, especialmente, por aqueles que, tendo passado por esta vida, purificam-se para contemplar a Deus face a face e viver com Ele na glória, por toda a eternidade.

Neste dia, vamos ao cemitério não para buscar respostas para as nossas dificuldades em entender a morte, mas para compreendermos este mistério à luz da vida, paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. É pela fé em Cristo que sabemos que o Pai nos espera de braços abertos, para vivermos com Ele a felicidade que não tem fim: “esta é a vontade do Pai que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas os ressuscite no último dia” (Jo 6,39).

Acreditamos que nossos irmãos falecidos não estão mortos, mas vivos, uma vez que foram ressuscitados em Cristo, de quem foram constituídos irmãos e coerdeiros da glória. O apóstolo Paulo nos ensina que a ressurreição de Cristo é a certeza de que nós também ressuscitaremos, um dia, para a vida eterna. Deus, em sua bondade infinita, nos faz reviver, ressuscitando-nos, como ressuscitou seu Filho Jesus que, em sua condição humana, passou pela morte, ao entregar a sua vida para a nossa salvação. Assim, a morte, vencida pelo sangue redentor de Jesus, perdeu o seu poder, dando lugar à vida imortal junto com o Criador, com seus anjos e santos.

Disse Santo Agostinho: “Eu vou para Deus, mas não esquecerei aqueles a quem amei na terra”; e nós dizemos: continuamos nesta terra, mas não nos esqueceremos daqueles que amamos e conviveram conosco, os que terminaram sua caminhada terrena e voltaram para a morada eterna. Acreditamos, pela nossa fé na misericórdia divina, que foram acolhidos nos braços amorosos do Deus da vida.

A fé na ressurreição dos mortos e na vida eterna não nos livra do sofrimento e da dor da separação de um ente querido, que são decorrentes da nossa condição humana e das nossas limitações. As lágrimas que caem em nosso rosto não devem ser de desespero, mas do amor humano que tem origem no amor de Deus. Sofremos com a separação daqueles que amamos, mas confiamos que os encontraremos na Igreja triunfante; ainda somos peregrinos, caminhando “nas estradas do mundo rumo ao céu”, céu este que nos foi aberto pelo amor e pela bondade de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Recebemos a vida de Deus, ainda no ventre de nossa mãe. Neste mundo, pelo Batismo, recebemos a missão de viver fazendo o bem e de levar o Evangelho de Jesus a toda criatura. Depois, chega a hora de voltarmos para a casa paterna.

Deus nos criou para a felicidade. O jardim do Éden é a expressão desse desejo de Deus. Mas o pecado fez com que nos afastássemos de Deus, trazendo, como consequência, o sofrimento, a dor e a morte. A felicidade perdida foi restabelecida pelo sacrifício de Jesus que se entregou para nos redimir do pecado e para nos reconciliar com Deus.

Afastando-nos do corpo humano, nós nos aproximamos do corpo ressuscitado de Jesus e, com Ele e por Ele, viveremos eternamente na Sua glória.

Deus nos chama à vida por um ato de amor. Ele nos dá a vida e nós a recebemos com muita gratidão. Devemos amar e zelar pela nossa vida, como um dom recebido do Criador, com a certeza de que um dia seremos chamados pelo Senhor da Vida para prestarmos conta dela.

Não queiramos fugir da morte, pois o próprio Filho de Deus não a rejeitou. Não queiramos buscar a morte, porque o nosso Deus é Senhor da Vida. Celebremos a vida que nunca vai terminar, pois ser cristão é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre. Como é bom saber que temos um Deus que nos ama, a ponto de dar a sua vida para a nossa salvação!

Neste dia de oração e reflexão, recordemos o que nos diz o Catecismo da Igreja Católica: “Para ressuscitar com Cristo é preciso morrer com Cristo, é preciso ‘deixar a mansão deste corpo para ir morar junto do Senhor’ (2 Cor 5,8). Nesta ‘partida’ que é a morte, a alma é separada do corpo. Ela será reunida a seu corpo no dia da ressurreição dos mortos” (CIgC, 1005). “A morte é transformada por Cristo. Jesus, o Filho de Deus, sofreu também a morte, própria da condição humana. Todavia, apesar de seu pavor diante dela, assumiu-a em um ato de submissão total e livre à vontade de seu Pai. A obediência de Jesus transformou a maldição da morte em bênção” (CIgC, 1009).

A vida só tem sentido, se acreditarmos que a morte não é a última palavra.

Diác. Edgard Oliveira Batista
Animador Diocesano da
Pastoral da Esperança

 

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