“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura” Mc 16,15

História

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Prédio que abrigou o primeiro seminário da Diocese de Piracicaba

A primeira casa de formação dos futuros sacerdotes da Diocese de Piracicaba foi o Seminário Diocesano “Imaculada Conceição”, inaugurado oficialmente no dia 25 de março de 1954. 

A criação desse seminário atendia às necessidades diocesanas, pois os candidatos ao sacerdócio de nossa diocese tinham que estudar em seminários de outras dioceses. Atendia, também, ao pedido do Papa Pio XII que criou a diocese, através da Bula “Vigil Campinensis Ecclesiae”, de 26 de fevereiro de 1944. Num trecho do documento, o papa ordenava: “Mandamos ainda que nesta nova diocese, logo que seja possível, se funde ao menos um seminário menor diocesano de acordo com as prescrições do Código e com as normas dadas pela Sagrada Congregação dos Seminários e Universidades dos Estudos.” O pedido novamente foi feito quando o papa nomeou Dom Ernesto de Paula como primeiro bispo diocesano.

INAUGURAÇÃO - No dia 9 de agosto de 1952, Dom Ernesto de Paula benzeu a primeira pedra do seminário, junto à Matriz da Imaculada Conceição, em Piracicaba. Pouco tempo depois, o prédio abrigava a primeira turma de seminaristas que, no dia 19 de fevereiro de 1954, iniciava as atividades.

A inauguração oficial solene ocorreu no dia 25 de março, com a presença do cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, arcebispo de São Paulo, e de vários bispos. Presentes também sacerdotes, religiosas e grande número de fiéis leigos. Às 9 horas, o cardeal presidiu à celebração da missa campal, em terreno onde depois seria construído o campo de futebol dos seminaristas e, atualmente, ergue-se a majestosa matriz da Imaculada Conceição. Em seguida, Dom Ernesto, acompanhado dos padres Francisco Mütschele e Luiz Gonzaga Juliani, benzeu as instalações. À noite, na capela do seminário, as festividades se encerraram com a bênção solene do Santíssimo Sacramento e o canto do “Te Deum”, hino litúrgico de ação de graças.

A primeira equipe de formadores era constituída pelos padres Francisco Mütschele (reitor), Romário Pazzianotto (diretor espiritual) e Luiz Gonzaga Juliani (mestre de disciplina).

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Celebração da missa que marcou a inauguração do primeiro seminário 

O bispo Dom Ernesto de Paula abençoa as instalações do seminário

NOVO PRÉDIO - No dia 3 de agosto de 1954, Dom Ernesto adquiriu um terreno no Bairro Nova Suíça, em Piracicaba, para construir uma casa de férias para os seminaristas, que foi inaugurada em 15 de novembro de 1956, conforme registra o Livro-tombo da diocese. 

Em 9 de janeiro de 1958, Dom Ernesto nomeia o Padre Luiz Gonzaga Juliani como novo reitor do seminário que ficará à sua frente até maio de 1963.

Em 1961, com o crescimento do número de candidatos ao sacerdócio, Dom Aníger Francisco de Maria Melilo, segundo bispo diocesano, resolveu ampliar as instalações de Nova Suíça para abrigar o seminário. No dia 2 de outubro de 1961, iniciaram-se as obras de reforma das instalações e de construção de três pavimentos assobradados, sob a responsabilidade do reitor Padre Juliani.

A partir de 5 de maio de 1963, o novo reitor foi o Mons. Luiz Carlos Coelho Mendes, ficando o então Cônego Juliani com o ofício de diretor espiritual. Nesse ano, o seminário transferiu-se para Nova Suíça. No dia 15 de julho, retornando das férias, os seminaristas já ocuparam o novo prédio que, embora inacabado, passou a abrigar o seminário diocesano. No prédio antigo, passou a funcionar a Faculdade de Serviço Social e, no ano seguinte, também o Colégio Comercial “Imaculada Conceição”, ambos mantidos pela diocese.

Mons. Mendes dirigiu o seminário até janeiro de 1965. Foi substituído pelo Padre Alfredo Caetano da Rosa que assumiu como novo reitor no dia 26 de janeiro, mas permaneceu apenas um ano no cargo. Nesse ano os alunos do colegial fizeram uma experiência nova: residiam no seminário, mas estudavam numa escola pública, o Instituto Educacional “Sud Mennucci”.

No dia 1º de março de 1966, quando o seminário reiniciou suas atividades, o reitor era o próprio bispo diocesano, Dom Aníger, auxiliado pelo vice-reitor, o então diácono Walmor Jesuíno Mendes, ordenado sacerdote no dia 10 de julho daquele ano. Apresentou outra novidade: os alunos da quarta série ginasial (correspondente hoje à 8ª série do ensino fundamental) e do colegial ficaram em suas casas, continuando seus estudos fora do seminário, cabendo aos párocos a incumbência de acompanhar esses vocacionados. No seminário, permaneceram 28 seminaristas, das três primeiras séries do ginásio, em regime de semi-internato, pois estudavam no Colégio Comercial “Imaculada Conceição”, pertencente à diocese.

A partir do segundo semestre, os seminaristas voltaram para suas casas e continuaram seus estudos no colégio. No final do ano, por determinação do bispo, o Seminário Diocesano “Imaculada Conceição” encerrou suas atividades. Os que desejassem ser padres deveriam residir com suas famílias, estudar e ser acompanhados pelos respectivos párocos. O prédio de Nova Suíça tornou-se local para encontros de formação da diocese.

SEMINÁRIO MENOR - O Seminário Diocesano “Imaculada Conceição“ era destinado aos primeiros estudos. Oferecia o curso de Admissão ou Preparatório (um ano em preparação ao ginásio) e mais seis anos (correspondentes às quatro séries ginasiais e duas colegiais; a partir de 1964, foi acrescido mais um ano para o colegial). Terminado o seminário menor, os seminaristas estudavam Filosofia em Aparecida. A seguir, cursavam a Teologia em São Paulo, no Seminário Central do Ipiranga; depois, por decisão do bispo Dom Aníger, passaram a estudar em Curitiba, no Instituto Teológico, residindo no seminário dos claretianos.

Quanto à Filosofia, houve uma turma que fez o último ano em São Paulo, no Ipiranga, em 1965. Nesse ano, também, a diocese tentou uma experiência nova: os alunos, que em 1964 cursaram as 6ª e 7ª séries (2º e 3º colegiais), foram para Campinas para fazer a Filosofia na PUC – Pontifícia Universidade Católica. Eram sete seminaristas que moravam numa casa, sob a orientação de dois sacerdotes da Ordem de Santa Cruz; trabalhavam durante o dia e estudavam à noite. Mas a experiência durou só esse ano e, ao final, todos saíram.

SACERDOTES - A primeira turma do Seminário Diocesano “Imaculada Conceição”, que concluiu seus estudos em 1959, era formada por três seminaristas: Luiz Simioni, que se ordenou sacerdote em 1966, Tarcísio Bessi e Ângelo Angelin, que foi o segundo governador do estado de Rondônia.

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Nos treze anos de funcionamento do seminário, só cinco tornaram-se padres. O primeiro sacerdote diocesano oriundo dessa casa de formação foi o Mons. Luiz Simioni (foto). Ele iniciou seus estudos em 1953 em Santos, onde fez o curso de Admissão, vindo para o nosso seminário em 1954, na 1ª série. Concluído o seminário menor, em 1960 ingressou no curso de Filosofia em Aparecida, depois fez a Teologia no Seminário do Ipiranga, em São Paulo, e no Instituto Teológico de Curitiba.

Um colega seu também se tornou sacerdote: Rubens Antônio Severino, anos depois de deixar o seminário diocesano, ingressou na Congregação de Schöenstatt. Depois de realizar os estudos na Alemanha, foi ordenado em São Paulo e mudou-se para Portugal, onde exerceu o ministério por 11 anos. Doente, retornou a São Paulo, onde faleceu. 

Outros dois que também estudaram no nosso seminário menor foram os padres Mário Freguglia e Victório Thomazi. Padre Mário ingressou com 27 anos, em 1961. Quando o seminário foi fechado, ele e mais um colega continuaram morando no prédio, como encarregados, completando o estudo colegial em escola pública; depois, seguiu para Curitiba, onde estudou Filosofia e Teologia no Instituto Teológico, residindo no seminário dos padres saletinos. Foi ordenado sacerdote em 1974. O padre Victório estudou apenas três anos, de 1956 a 1958, e deixou o seminário. Muitos anos mais tarde, em 1988, foi admitido por Dom Eduardo; após cursar Filosofia e Teologia, foi ordenado em 1993. O quinto sacerdote é o Padre Aírton A. Ibraim Bussamara, que saiu de nosso seminário e ingressou na Diocese de Jaboticabal, onde foi ordenado. Um seminarista das primeiras turmas é o diácono permanente José Judas Tadeu Miranda.  

Período de transição

Depois do Concílio Vaticano II (1962-1965), a Igreja passou por profundas modificações. O questionamento do modelo de seminários, o fechamento de alguns, a crise vocacional se inserem nesse contexto. Nossa diocese também viveu essa situação e, por 10 anos, não teve seminaristas diocesanos.

Mas aos poucos as vocações foram surgindo. E os candidatos ao sacerdócio ingressavam no curso de Filosofia e depois de Teologia, em Aparecida, São Carlos, Sorocaba, Campinas, São Paulo.

Em fins de 1974, os bispos das dioceses paulistas resolveram assumir oficialmente a responsabilidade pelo Seminário Central do Ipiranga, em São Paulo, para lá encaminhando todos os estudantes de Teologia do estado. Voltava, assim, o Seminário do Ipiranga a exercer a finalidade pela qual houvera sido construído. Em 1977, os bispos resolveram criar mais dois institutos de Teologia no interior – em Campinas e Ribeirão Preto – com residências em anexo para os seminaristas da respectiva Província Eclesiástica.

Em Campinas, os seminaristas residiam no Instituto Teológico Paulo VI e estudavam na PUC – Pontifícia Universidade Católica. O instituto, mantido pelas dioceses que formam a Província Eclesiástica de Campinas, à qual nossa diocese pertence, funcionava no prédio do antigo seminário da Congregação dos Estigmatinos. A experiência desse “seminário provincial” durou apenas três anos - 1978 a 1980 – pois o número dos seminaristas teólogos aumentou e a residência provincial já não comportava novos candidatos. Então, os bispos resolveram providenciar residências diocesanas, continuando os seminaristas estudando na PUC.

Para a nossa diocese, surgiam novos tempos, pois Dom Eduardo Koaik, Administrador Apostólico e depois terceiro bispo diocesano, já tinha decidido construir o Seminário Teológico, que começou a funcionar em 1981.

Com Dom Eduardo, uma nova fase

Dom Eduardo assumiu a diocese em 28 de fevereiro de 1980 como Bispo Coadjutor de Dom Aníger e Administrador Apostólico “Sede Plena” e procurou logo imprimir seu estilo pastoral. Uma das preocupações que o inquietava era a formação dos futuros sacerdotes. Já no dia seguinte à sua posse, reuniu-se com os seminaristas diocesanos; no dia 5 de abril, voltou a encontrar-se com eles e, a partir de então, mensalmente, o bispo mantinha encontro com seus seminaristas. Eram 10 no total: quatro cursavam a Filosofia em Aparecida e dois em Sorocaba; em Campinas, havia um estudante de Filosofia e um de Teologia; em São Paulo, um de Teologia, e em Rio Claro, junto aos claretianos, um cursava o Propedêutico.

Em junho de 1980, Dom Eduardo foi a Roma, em sua primeira visita “ad limina apostolorum”, e a formação dos futuros sacerdotes foi um dos assuntos tratados com o Papa João Paulo II. Ciente das dificuldades da diocese, dentre as quais a falta de padres e a ausência de uma casa de formação, o papa solicitou a abertura de um seminário.

Tudo isso levou Dom Eduardo a decidir-se pela criação do Seminário Teológico “São José”, instalado em Santa Bárbara D´Oeste, aproveitando um imóvel adquirido em 1979 por Dom Aníger: uma casa inacabada, em amplo terreno, próxima à capela São José. Em seis meses, o prédio do seminário estava construído.

Em março de 1981, cinco seminaristas passaram a residir no local, cursando Teologia na PUC de Campinas. No dia 19 de março, festa de São José, aconteceu a inauguração oficial. Às 11 horas, teve início a missa festiva, presidida por Dom Eduardo e concelebrada por Dom Aníger, bispo titular da diocese, um grande número de padres, além de Dom Raimundo Lui, bispo emérito de Paracatu que fora pároco em Santa Bárbara, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Presentes, também, os seminaristas e um grande número de leigos. Após a missa, houve a bênção das instalações por Dom Eduardo e Dom Aníger; em seguida, almoço de confraternização.

À noite, nova celebração, agora aberta ao público. Às 20 horas, Padre Arthur Lupuruni Sampaio (pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em cujo território se localizava o seminário) presidiu à Celebração Eucarística; cerca de 500 pessoas lotavam a capela e espalhavam-se pelo pátio fronteiriço. Ao final, Padre Arthur apresentou o reitor, Padre José Maria de Almeida, e este apresentou à comunidade os seminaristas. Após a missa, os presentes percorreram as instalações do novo seminário.

Entre os cinco estudantes da primeira turma do Seminário Teológico “São José”, estavam dois futuros sacerdotes: Padre Luiz Carlos Zotarelli (estava no 4º ano de Teologia) e Padre Eugênio Broggio Neto (no 1º ano).

No ano seguinte, dia 26 de fevereiro, com a presença de Dom Eduardo, foi solenemente iniciado o ano letivo. Embora inicialmente tenha sido pensado apenas para acolher os estudantes de Teologia, o seminário agora também passa a contar com a presença de estudantes de Filosofia da diocese. No início do ano são 5 estudantes de Teologia e 5 estudantes de Filosofia (do primeiro ano). Outros dois estudantes de Filosofia continuam em Aparecida.

NOVA CASA - Com o aumento do número de seminaristas, a diocese adquiriu uma nova casa, próxima ao seminário, na Vila Grego, que foi inaugurada em 19 de março de 1984. Mas eram realizadas no seminário todas as atividades comuns, como orações, reflexões, refeições. O Seminário São José abrigava estudantes de Filosofia e Teologia, embora houvesse alguns estudando Filosofia em Aparecida. Essa experiência perdurou até o final de 1987, quando problemas econômicos levaram a diocese a optar por novas medidas. A partir de 1988, o Seminário São José voltou a acolher só os estudantes de Teologia. E os estudantes de Filosofia, até a instalação do Seminário Filosófico, residiam e estudavam em São Carlos, a maioria, e alguns em Bragança Paulista e Campinas.

A direção do seminário esteve confiada ao Padre José Maria de Almeida, que foi o reitor até 1984. Sucederam-no: Padre Salvador Paruzzo, atual bispo de Ourinhos, de janeiro de 1985 até março de 1990; Padre Orivaldo Casini, de março de 1990 até junho de 1994; Padre Ronaldo Francisco Aguarelli, de julho de 1994 até o final de 2003;  Padre Agnaldo Rogério dos Santos, de fevereiro de 2004 a janeiro de 2010 (a partir de 2006, foi reitor também dos estudantes de Filosofia). Em fevereiro de 2010, assumiu o atual reitor, Padre William Martins.

Seminário Filosófico

Na reunião do Conselho de Presbíteros de 15 de fevereiro de 1996, Dom Eduardo comunica que a diocese adquiriu uma casa no bairro Barão Geraldo, em Campinas, imóvel que pertencia à Província dos Capuchinhos de São Paulo. Após as reformas necessárias, irá abrigar os seminaristas do curso de Filosofia a partir do ano seguinte.

A diocese tinha agora um novo lugar de formação dos futuros sacerdotes: o Seminário Filosófico “Papa João XXIII” que, em 16 de fevereiro de 1997, iniciava suas atividades. Seu reitor era o Padre Ronaldo Francisco Aguarelli, também reitor do Seminário Teológico. O acompanhamento dos seminaristas era feito pelo vice-reitor, Padre Reinaldo César Demarchi. Eram seis seminaristas, três no 1º ano e três no 2º ano, que estudavam na PUC de Campinas; dessa primeira turma faziam parte quatro futuros sacerdotes: os padres Marcos Roberto Nogueira dos Santos, Cláudio César de Carvalho, Kleber Fernandes Danelon e William Martins. Outros três estudantes de Filosofia (3º ano) continuavam em São Carlos.

A inauguração oficial do seminário foi no dia 3 de junho de 1997, na comemoração do 34º aniversário de falecimento do Papa João XXIII. A missa inaugural, presidida por Dom Eduardo, contou com a presença de Dom Gilberto Pereira Lopes, arcebispo de Campinas, de muitos padres da nossa diocese e dos seminaristas.

Em 1998, assumiu como reitor o Padre Sávio Carlos Desan Scopinho, que esteve à frente também no ano seguinte. Em 2000, tornou-se reitor o Padre Agnaldo Rogério dos Santos.

O prédio do novo seminário, felizmente, era pequeno para abrigar à demanda de estudantes. Por isso, a diocese, contando com a generosa colaboração das paróquias, construiu, ao lado do antigo, um novo prédio, cuja inauguração aconteceu em 9 de novembro de 2.000, contando com a presença de Dom Eduardo e de grande número de sacerdotes. Após a Celebração Eucarística, o bispo procedeu à bênção das instalações.

Em 2001 é designado o novo reitor, Padre Marcelo Sales, que responde pelo seminário até o final de 2003. 

MUDANÇAS - A partir de 2004, Dom Moacyr José Vitti, quarto bispo diocesano, determinou mudanças para as casas dos seminários. Assim, o Seminário Teológico “São José” transferiu-se para Campinas, no prédio que abrigava o Seminário Filosófico “Papa João XXIII”; este transferiu-se para Santa Bárbara, no prédio que abrigava o Seminário Teológico. Os estudos de Filosofia e Teologia continuam na PUC de Campinas.

Em fevereiro de 2004, o Padre Agnaldo Rogério dos Santos assumiu o ofício de reitor do Seminário Teológico; em Santa Bárbara D´Oeste, o Seminário Filosófico ficou sob a direção do reitor Padre Ronaldo Francisco Aguarelli, auxiliado pelo vice-reitor Padre William Martins, que dirigiram o seminário até janeiro de 2006.

A partir de 2006, por determinação de Dom Fernando Mason, quinto bispo diocesano, nova mudança. Os seminaristas da Filosofia passam a residir no Seminário Teológico. O reitor das duas turmas é o Padre Agnaldo Rogério dos Santos, cujo ofício se estende até janeiro de 2010. No prédio que abrigava o Seminário Filosófico, em Santa Bárbara D´Oeste, as atividades foram suspensas.

Novo prédio para os seminários filosófico e teológico

Dom Fernando Mason, tendo em vista uma estrutura definitiva para a formação dos sacerdotes, decidiu construir um novo prédio para abrigar os seminaristas da Teologia e da Filosofia, em terreno adquirido pela diocese próximo à PUC – Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

No dia 3 de setembro de 2007, aconteceu a cerimônia de bênção e lançamento da pedra fundamental. Em junho de 2008, iniciaram-se as obras de construção, terminadas em julho do ano seguinte, restando apenas as obras de conclusão da capela principal. 

Mas a inauguração oficial aconteceu antes, no dia 21 de abril, em bonita celebração presidida pelo Núncio Apostólico Dom Lorenzo Baldisseri. Concelebraram o bispo diocesano, Dom Fernando; o bispo emérito de Piracicaba, Dom Eduardo Koaik; o arcebispo de Campinas, Dom Bruno Gamberini; o bispo de Amparo, Dom Francisco José Zugliani; o bispo de São Carlos, Dom Paulo Sérgio Machado; o arcebispo emérito de Campinas, Dom Gilberto Pereira, e diversos sacerdotes. Também presentes diáconos permanentes, religiosos e representantes de diversas comunidades paroquiais.

O novo espaço de formação dos futuros padres diocesanos abriga o Seminário Filosófico “Papa João XXIII” e o Seminário Teológico “São José”. Compreende dois pavilhões – um para os estudantes de Teologia e outro para os de Filosofia – contendo cada um dormitórios, capela, sala de estudo e outras dependências. Compreende, ainda, as instalações comuns para todos os seminaristas: cozinha, refeitório, auditório, biblioteca, construídos num outro bloco. Entre esse bloco e os pavilhões, está edificada outra capela, mais ampla, para as celebrações festivas.

A partir de agosto de 2009, os seminaristas passaram a residir no novo prédio. O reitor dos dois seminários é o Padre Agnaldo Rogério dos Santos até janeiro do ano seguinte.

Em fevereiro de 2010, assumem os novos reitores: Padre Sebastião Luiz de Souza, do Seminário Filosófico, e Padre William Martins, do Seminário Teológico.

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O prédio que abriga os seminários teológico e filosófico da nossa diocese

Seminário Propedêutico

É o primeiro estágio da formação sacerdotal. Depois de terem sido acompanhados pela Pastoral Vocacional, os candidatos ingressam no seminário para, durante um ano, fazerem uma experiência de vida comunitária e pastoral, procurando um maior discernimento vocacional. É também um ano de estudos, com o objetivo de preparar os seminaristas para o curso de Filosofia.

A história do Seminário Propedêutico iniciou-se em 1992, em Santa Bárbara D´Oeste, na casa próxima ao Seminário Teológico, na Vila Grego, que anos antes abrigara os seminaristas estudantes de Teologia e Filosofia. Dom Eduardo designou o Padre Ronaldo Francisco Aguarelli como seu reitor. A primeira turma eram apenas dois seminaristas, um dos quais o Padre Marcelo Sales.

Padre Ronaldo ocupou a função até julho de 1994, quando assumiu como reitor do Seminário Teológico. Padre André Andrade Brandão foi, então, nomeado o novo reitor do Propedêutico. No ano seguinte, houve apenas um seminarista, que residiu na casa paroquial da Paróquia Santo Antônio, da qual Padre André era o pároco. Em 1996, alugou-se uma casa próximo à residência paroquial para abrigar os seminaristas.

Em 1998, os seminaristas do Propedêutico voltaram a residir na casa da Vila Grego, agora tendo como reitor o Padre Edvaldo de Paula Nascimento que exerceu o cargo até o final de 2000. Em 1999, foi auxiliado pelo seminarista Marcelo Sales, que foi ordenado sacerdote no final desse ano.

Em 2001, assumiu o Propedêutico o Padre José Jorge Teodoro que ocupou a função só até o mês de agosto; depois o reitor voltou a ser o Padre Ronaldo Francisco Aguarelli (continuando também responsável pelo Seminário Teológico), auxiliado pelo seminarista Sebastião Luiz de Souza, que foi ordenado sacerdote em dezembro desse ano.

RESGATANDO A HISTÓRIA - Padre Sebastião Luiz de Souza foi designado o novo reitor em 2002, último ano do Seminário Propedêutico em Santa Bárbara D´Oeste. A partir de 2003, foi transferido para Piracicaba, no Bairro Nova Suíça, no prédio que já tinha abrigado o seminário menor. Assim, o local voltou a ser utilizado para a formação dos futuros sacerdotes, como já ocorrera na década de 60, continuando também como casa de encontros de formação da diocese.

Outro resgate histórico é a padroeira. Em 8 de dezembro de 2002, solenidade da Imaculada Conceição, o bispo diocesano Dom Moacyr José Vitti assinou documento que, num trecho, declara: “Pelo presente decreto, havemos por bem erigir e constituir oficialmente, em nossa diocese, o Seminário Propedêutico, colocando-o sob a proteção da Imaculada Conceição. O mesmo ocupará o antigo prédio do Seminário de Nova Suíça, bairro do mesmo nome, atualmente usado como Centro Diocesano de Formação, localizado no km 6, na estrada estadual de Piracicaba - Anhembi.”

No dia 16 de fevereiro de 2003, o Seminário Propedêutico “Imaculada Conceição” foi oficialmente inaugurado. Dom Moacyr presidiu à Celebração Eucarística, na qual acolheu a primeira turma da nova casa, oito seminaristas, sob a coordenação do Padre Sebastião. Presentes o reitor, mais três sacerdotes, agentes da Pastoral Vocacional, professores, familiares dos seminaristas e outros amigos.

Padre Sebastião dirigiu o seminário até janeiro de 2010, quando se tornou reitor do Seminário Filosófico. Como novo reitor do Seminário Propedêutico, assumiu o Padre Claudemir da Silva.

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Prédio que abriga o Seminário Propedêutico "Imaculada Conceição"

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