“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura” Mc 16,15

História

A CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil nasceu em 14 de outubro de 1952, como expressão forte e concreta do espírito de união e de colegialidade. Nasceu do sonho e do empenho em dar ao episcopado maior unidade de pensamento e ação. Sua criação foi aprovada pelo Papa Pio XII.

As conferências episcopais surgiram como uma forma de tornar mais concreta e atualizada a comunhão dos bispos entre si e com o papa. Já bem antes do Concílio Vaticano II, foram criadas algumas poucas conferências, no Brasil, na França, nos Estados Unidos, na Alemanha. A CNBB está assim entre as primeiras conferências episcopais nacionais. Depois o Concílio Vaticano II, realizado de 1962 a 1965, declarou obrigatórias as conferências episcopais em todas as nações e para isso muito contribuíram as experiências das já existentes. Assim, a Igreja católica em nosso país se antecipou e sua Conferência serviu de referência prática, no Concílio, para os bispos de todo o mundo.

ORIGEM - A CNBB surgiu graças principalmente ao empenho do então Monsenhor Helder Câmara (depois bispo-auxiliar do Rio de Janeiro e, a partir de 1964, arcebispo de Olinda e Recife) que, com seu dinamismo e constantes contatos com a Sé Apostólica, difundiu e tornou concreto esse ideal. A criação da entidade teve o apoio decisivo e muitas sugestões do Monsenhor Giovanni Battista Montini (que depois será o Papa Paulo VI). Ele era Substituto na Secretaria de Estado e imediato colaborador do Papa Pio XII, que aprovou a criação da CNBB.

Em 5 de maio de 1952, os dois cardeais brasileiros – Dom Jaime de Barros Câmara e Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta – escreveram carta a todos os bispos brasileiros, expondo o projeto de fundação da Conferência Episcopal, solicitando o seu parecer; enviaram também a proposta do 1º Regulamento, pedindo sugestões de emenda; finalmente convocaram os arcebispos metropolitanos para a assembléia de fundação, que aconteceu de 14 a 17 de outubro daquele ano.

A rápida e positiva resposta dos arcebispos e bispos impressionou muito a todos. A primeira resposta foi de Dom Vicente Scherer, datada em 10 de maio de 1952. As respostas chegavam de todos os recantos do nosso Brasil. É verdade que algumas delas mencionavam também preocupações quanto ao funcionamento e quanto ao acerto das deliberações, mas isto foi útil ao definitivo encaminhamento. Com todo esse rico material recolhido, foi então preparada a assembleia de instalação da Conferência, que se realizou nos dias 14 a 17 de outubro de 1952, no Rio de Janeiro, no Palácio de São Joaquim, residência do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara. Apenas os arcebispos (alguns enviaram representantes), num total de 20, participaram da reunião, além do Núncio Apostólico Dom Carlos Chiarlo.

No dia 14 de outubro nascia a CNBB. Assinaram a ata de instalação os cardeais Dom Jaime e Dom Carlos Carmelo, 17 arcebispos do Brasil e o Núncio Apostólico.

Esta assembleia iniciou enviando um delicado telegrama de adesão ao Santo Padre Pio XII. Foi constituída a Comissão Permanente, com o encargo de dirigir a Conferência Episcopal. Nessa reunião, também, a CNBB estabeleceu 6 Secretariados Nacionais: de Educação, da Ação Social, de Ensino Religioso, de Seminários e Vocações Sacerdotais, do Apostolado Leigo e da Liga Eleitoral Católica. Esses Secretariados foram depois sucessivamente desdobrados e organizados em outras modalidades. Ainda nessa reunião de fundação, foi decidida a realização de um Congresso Mariano Nacional em 1954, bem como estudados detalhes do Congresso Eucarístico Internacional no Rio de Janeiro em 1955. A solicitude com aspectos externos da Igreja foi manifestada por uma fraterna mensagem ao povo da Bulgária, vítima então de uma triste perseguição religiosa. O divórcio foi outro tema tratado, ao qual foi consagrado bom tempo de estudo.

O documento de fundação foi chamado simplesmente de “Regulamento”, nome que depois, por sugestão da Santa Sé, foi modificado para “Estatuto”, porque era constitutivo de uma entidade.

PRIMEIROS DIRIGENTES – Para dirigir a CNBB foi eleita a Comissão Permanente, constituída destes membros: Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta – presidente, Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara, Dom Alfredo Vicente Scherer, Dom Mário de Miranda Vilas Boas, Dom Antônio Moraes Almeida Júnior e Dom Hélder Pessoa Câmara - Secretário Geral. O presidente fez a proposta de que Dom Helder fosse aclamado Secretário Geral. Essa comissão dirigiu a entidade por quase seis anos, pois em 1958 foram eleitos os novos dirigentes.

A CNBB iniciava sua história. Já no ano seguinte, no mês de agosto, realizava-se a 1ª Assembleia Geral Ordinária da entidade, em Belém (PA), logo após o 6º Congresso Eucarístico Nacional. Eis os itens daquela pauta ordinária: Estatutos da Ação Católica Brasileira, Programa de atividades do apostolado leigo, Responsabilidades em face da Imigração, A Igreja e a reforma agrária, Ajuda espiritual, cultural e econômica ao clero, e Espiritismo.

No início, só os 20 arcebispos metropolitanos, representando os demais bispos, tomavam parte. Bem depressa, porém, foram incorporados todos os bispos e os a eles equiparados. Em 1962, criaram-se os primeiros Regionais da CNBB que foram decisivos na dinamização da Conferência; hoje são 17 os Regionais, denominados Conselhos Episcopais Regionais (CONSER).

A sede da CNBB era o Rio de Janeiro; em 1977, transferiu-se para Brasília.

CAMINHADA - O Secretário Geral da CNBB escrevia alegre, logo depois da fundação: “O que se deu no Palácio São Joaquim foi uma articulação que vai ter repercussão imediata nas 20 Províncias Eclesiásticas que congregam as 115 dioceses ou prelazias do país. Cessou para a Igreja no Brasil a fase de esforços, heróicos talvez, mas dispersos, descontínuos, sem planejamento. Não é preciso ser profeta para prever que, em breve, a Igreja entre nós estará em condições de trazer ajuda substancial ao exame dos mais agudos problemas da nacionalidade”.

A CNBB fez uma caminhada em sintonia com a Igreja governada por seis papas: Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI. Essa caminhada foi sempre marcada por profunda comunhão com o papa e estreita colaboração com a Santa Sé; por relações especiais com as conferências episcopais da América Latina e com o CELAM – Conselho Episcopal Latino-americano; e por relações de autonomia, diálogo e colaboração com as autoridades públicas, em tudo o que se refere ao bem comum do povo brasileiro.

Foram muitos os documentos produzidos, as tomadas de posições em momentos importante da vida nacional, a promoção de eventos marcantes, sempre na defesa da fé, da unidade, da justiça, dos direitos humanos.

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