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Nasceu em 2 de junho de 1927, em Capivari, filho de Thomaz Juliani e Maria Maschietto Juliani. Na Matriz de São João Batista foi batizado, crismado e fez sua primeira comunhão. Sua formação sacerdotal começou no Seminário Diocesano de Campinas, onde cursou os antigos ginásio e colegial, prosseguindo no Seminário Central “Imaculada Conceição”, no Ipiranga, na capital paulista, onde fez Filosofia e Teologia. Sua ordenação sacerdotal ocorreu no dia 8 de dezembro de 1952, na Sé Catedral Santo Antônio, por imposição das mãos de Dom Ernesto de Paula, primeiro bispo diocesano. Iniciou seu ministério sacerdotal na Paróquia Santa Bárbara, em Santa Bárbara d´Oeste, transferindo-se, em 1954, para Piracicaba, onde trabalhou na Paróquia Imaculada Conceição e no Seminário Diocesano “Imaculada Conceição”, a primeira casa de formação sacerdotal da diocese, ocupando os cargos de professor, mestre de disciplina, diretor espiritual e reitor. Foi responsável pela reforma e ampliação do seminário de Nova Suíça, que hoje abriga o Seminário Propedêutico e o Centro Diocesano de Formação. No dia 1º de janeiro de 1964, assumiu como primeiro pároco da Paróquia São José, cabendo-lhe a tarefa de terminar as obras da matriz. Depois construiu o centro social e a casa paroquial. Fundou em 1967 o CESAC – Centro Social de Assistência e Cultura; construiu, ainda, o Centro Pastoral da paróquia e a Creche Maria Maschietto Juliani e muitas capelas que posteriormente passaram à condição de paróquias, como a Menino Jesus de Praga, a São Francisco Xavier e a Imaculado Coração de Maria. Também coordenou a Campanha da Fraternidade na diocese e atuou na Câmara Eclesiástica como Defensor do Vínculo. Foi membro do Conselho Diocesano de Presbíteros e do Colégio de Consultores. Por muitos anos exerceu o ofício de Chanceler Diocesano, até janeiro de 2006. Como recompensa pelos muitos serviços prestados à Igreja, em setembro de 1988 foi agraciado pelo Papa São João Paulo II com o título honorífico de Monsenhor “Capelão de Sua Santidade”. Em 23 de dezembro de 1968 recebeu o título de “Cidadão Piracicabano”. No ano seguinte, a Medalha do Centenário de Piracicaba, como reconhecimento pelo grande trabalho pastoral e social desenvolvido. Em 5 de fevereiro de 2006 encerrou seu ofício de pároco da Paróquia São José, onde continuou exercendo seu ministério sacerdotal como pároco emérito e vigário-paroquial. Em julho de 2018 foi lançado pelo jornalista Edilson Rodrigues de Morais o livro biográfico intitulado “Monsenhor Juliani — Uma Vida de Fé e Doação” por iniciativa do IHGP (Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba). Faleceu no dia 18 de novembro de 2018, com 91 anos de idade e 65 de sacerdócio. Está sepultado na cripta dos padres no Cemitério Parque da Ressurreição, em Piracicaba.